Desinfecção e Limpeza Manual
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Uma limpeza eficiente do instrumental cirúrgico consiste na retirada total de matéria orgânica
(bioburden) depositada em diversas partes do material, seja de fácil ou impossível acesso mecânico. As
enzimas, quando em boa concentração, ajudam a remover uma boa parte do bioburden do instrumental,
sem causar-lhes qualquer dano.
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O instrumental deve ser limpo o mais rápido possível após o uso, e todas as partes que possam ser
desmontadas, deverão sofrer a desmontagem, antes de serem submetidas à limpeza.
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A utilização de substâncias iônicas (ácidas ou alcalinas) para a limpeza de instrumentais, pode causar
deteriorização, seja por oxidação ou por desgaste químico. Logo deve-se usar substâncias com o Ph mais
neutro possível (Ph=7).
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Os produtos de limpeza e desinfetantes devem ser trocados todos os dias, caso contrário, poderá
acarretar danos ao instrumental, tais como:
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--> Possibilidade de corrosão por aumento da carga de sujidade;
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--> Possibilidade de corrosão por aumentar a concentração devido à evaporação da água;
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--> Baixa eficiência ou perda total do desempenho do produto devido à saturação de sujidade.
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O processo de limpeza escolhido, não deverá em hipótese alguma, acarretar ao instrumental desgastes
por ações abrasivas. Desta forma devem ser utilizadas escovas com as cerdas macias (ex.: Nylon). Após a
desinfecção química, os materiais devem ser enxaguados com água esterilizada. Caso estes sejam
guardados, garantir uma boa secagem para evitar uma recontaminação e possível oxidação.
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Nunca utilize hipoclorito de sódio (água sanitária), pois este produto é o maior agente causados de
oxidação em materiais de aço inoxidável. Para evitar manchas no instrumental, recomenda-se que no último
enxágüe seja utilizada água DDD. Caso o instrumental seja guardado, deve ser bem seco e lubrificado.
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